quinta-feira, 29 de março de 2012

Bullying – Tudo começa na sala de aula




Papo sério agora. (Não que antes não fosse sério alguns Posts meus, mas... sei que brinco muito aqui no Blog...Então fiz questão de diferenciar os assuntos.)

Acabei de ler uma notícia que muito me aborreceu. Essa notícia conta o caso de um menino, que por ser de uma família religiosa do Candomblé, foi zombado, discriminado pelos colegas e pela própria professora, que era evangélica e ‘pregava’ na sala de aula. Porém, esse caso não é único, eu posso afirmar que TODAS AS ESCOLAS possuem um caso de Bullying – seja por esse motivo e/ou por outros.

Vivemos em uma época, onde finalmente tudo tem sido visto, demonstrado e comentado – antigamente, na minha época e na época de minhas irmãs, sofríamos muito Bullying na escola, mas não sabíamos como nos defender, ou quais providências tomar, muito menos nossos pais. Atualmente, esses casos são levados a sério, no sentido de que uma criança equilibrada é criança respeitada em seus direitos.

Porém, não deixo de citar que TUDO COMEÇA NA SALA DE AULA. Uma brincadeira aparentemente de mau gosto, se torna automaticamente uma agressão amanhã. Por isso, os(as) professores(as) - exceto essa ‘criatura’ que pregava em sala de aula, que na minha opinião deveria ser afastada de sua função para aprender o que significa ‘dar aula’, pois ela não sabe – devem tomar muito cuidado com o que dizem, e ficar atentos(as) aos comportamentos dos alunos e seus colegas em sala de aula, restringindo sim, se for o caso, algo que possa vir a se tornar um bullying. Vou dar um exemplo: Uma criança obesa é chamada de ‘bola’, ‘elefante’, ‘saco de comida’, ‘gorducha, gorda’. Aparentemente é algo muito infantil e ‘inocente’. Porém, isso cria para a criança obesa um sentimento de discriminação muito forte. Portanto, é importante que o(a) professor(a) restrinja esse tipo de atuação, ensinando que não deve se chamar a criança com tais apelidos, e sim, pelo nome. Algo simples, que se for corretamente ensinado, pode mudar um quadro psicológico de uma criança para sempre, e para melhor.

Acho impressionante a ignorância de algumas pessoas que comentaram abaixo da matéria, no site do Yahoo!, que os evangélicos também são discriminados e ninguém fala nada, de uma certa forma ‘defendendo’ o ocorrido com a professora evangélica. Oras, a matéria está falando sobre a temática ‘Bullying’, e não sobre os variados tipos de discriminação.
Eu cresci na religião Católica, e nem por isso vou defender um Padre que comete Pedofilia. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. A pauta da matéria do Yahoo!, foi alertar mais um dos variados casos de Bullying que ocorrem por aí.

Podemos citar alguns mais famosos: Casos de Bullying por Obesidade (mais comuns do que se imagina), pela Deficiência, seja ela qual for (mesmo o Brasil tendo legislação específica para dar prioridade aos deficientes e ela não ser cumprida), pela Etnia (asiática, indígena, etc), pela religião (caso da matéria), pela Opção Sexual, entre outros.
Eu já sofri Bullying na infância por estar acima do peso, e por ser descendente de japoneses. Acredito que todos(as) já tiveram uma experiência de discriminação por algo.

Porém, agora é o momento de virarmos o jogo. É o momento de conscientização -   VAMOS COMBATER O BULLYING DE UMA VEZ POR TODAS !
PAIS E MÃES, ENSINEM AOS SEUS FILHOS A RESPEITAREM OS OUTROS, COMO ELES SÃO. PROFESSORES E PROFESSORAS, IDEM. CIDADÃOS – TODOS NÓS – VAMOS PARAR DE ACEITAR O PRECONCEITO!
TUDO SE COMEÇA NA SALA DE AULA – MUDAMOS AS CRIANÇAS/JOVENS, E GARANTIMOS UM MUNDO MELHOR PARA O FUTURO !

Link de um site falando sobre o assunto: http://bullyingnaoebrincadeira.com.br/

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