quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Ninfomaníaca - Parte 1 e Azul é a Cor mais Quente


Gente, 

Tive que escrever um post sobre os vários filmes que tenho assistido...Adoroooo!

Realmente confesso que o cinema ultimamente tem me deixado muito animada e feliz ! De Dezembro/13 para cá tenho ido regularmente ao cinema pois tem sido lançado muitos filmes interessantes . ( Claro, filmes que agradam a meu gosto...)



Bom, o primeiro que gostaria de dizer que AMEI, foi 'Ninfomaníaca – Parte 1', dirigido pelo polêmico Lars Von Trier.
Todos que foram assistir a esse filme esperavam por momentos de sexo explícitos sem uma história. Eu sinceramente estava nesse meio, mas fui surpreendida por um filme que, apesar das cenas explícitas de sexo, continham um teor extremamente belo de reflexão.

O filme narra a história de Joe (interpretada pela excelente Charlotte Gainsbourg adulta, e por Stacy Martin mais jovem), uma mulher que se diz ninfomaníaca. A cena inicial do filme, é Joe sendo encontrada machucada em um beco por Seligman (Stellan Skarsgard), e este, a leva para sua casa para cuidar dela. Seligman é um homem culto e solitário, e questiona sobre a história de Joe. Ambos então, iniciam um diálogo extremamente inteligente e reflexivo, no qual Joe conta sobre sua vida, desde sua adolescência.

Primeiro, que o elenco está excelente. Stellan e Charlotte são extremamente talentosos, e mergulharam com profundidade em seus papéis. Segundo, que em termos de reflexão, vemos a personagem Joe se sentindo tão culpada por ser o que é, e paradoxalmente vejo em suas atitudes uma inocência e uma sinceridade incrível.  ( Inclusive, uma sinceridade que muitas mulheres não tem consigo mesmas.) O personagem Seligman é um homem notável, que em nenhum momento julga Joe, se tornando mesmo sem querer, uma espécie de ‘ terapeuta’ nobre e amigo.

Por isso digo, se vocês gostam de um filme ‘cabeça’, aquele filme que te faz refletir e tirar conclusões diferentes do senso comum, é fantástico! Valeu a pena cada segundo desse filme. Eu estou ansiosa para assistir a 2ª parte dele, que foi antecipada sua estreia para 13 de Março de 2014.



 O segundo filme que gostei bastante, apesar de ser uma história que contém certos clichês referente ao tema, é ‘Azul é a Cor mais Quente’, de Abdellatif Kechiche.


O filme conta a história de Adèle (Adèle Exarchopoulos), uma garota de 15 anos que vive uma intensa paixão com Emma (Léa Seydoux). O filme narra desde a época em que ela começa a vivenciar essa paixão, até anos mais tarde.

Em relação a atuação das atrizes Adèle e Léa, não tenho o que falar! Elas foram maravilhosas, além de serem lindas! Não as conhecia, mas passei a ser fã desde então. O roteiro também foi ótimo, e a história foi tratada com muita sensibilidade. Para quem não é homossexual, é uma forma extremamente bonita de se compreender e aceitar um romance tão encantador.

A história foi baseada nos quadrinhos de Julie Maroh, recentemente destacadas no Brasil nas principais 
livrarias. (Dica: Leiam os quadrinhos, é maravilhoso!)

Quanto ao meu comentário sobre o clichê, é uma opinião bem particular. Eu e meu amor não compreendemos o porquê de todas as histórias lésbicas terem tantos elementos iguais todas as vezes, como: uma das lésbicas sempre encontra um homem no caminho para atrapalhar pois acaba se envolvendo com ele; geralmente a união acaba em tragédia ou separação. (Eu tenho o costume de assistir aos filmes de gênero GLS, e tem muito desses dois elementos em quase todos os filmes!)

Mas olha, recomendadíssimo!:) 




 

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